Seletividade Alimentar

Vários fatores podem contribuir para a seletividade alimentar. Um dos grandes motivos é explicado na sensibilidade sensorial – também conhecida como defensividade ou hiperresposta sensorial. Jean Ayres foi a primeira a descrever a defensividade sensorial no domínio tátil (defensividade tátil) em crianças com problemas de aprendizagem e de comportamento.

Crianças se divertindo e pintando, importante para seletividade alimentar.

Ayres então descreveu a defensividade tátil como uma sobre resposta a certas experiências como o toque geralmente resultante de uma aversão ou resposta negativa comportamental à certos estímulos táteis que a maioria das pessoas não apresenta nenhuma reação negativa.

Pensando em alimentação, crianças que apresentam defensividade tátil nos primeiros meses de vida, podem apresentar problemas com determinadas texturas na alimentação.

A defensividade oral, que pode ser um componente da defensividade tátil, é definido como a repulsa de certas texturas e atividades que envolvam a boca, como por exemplo, escovar os dentes.

Defensividade oral e tátil podem ser parte de um problema de modulação sensorial, ou seja, modular o estímulo que aquele determinado alimento ocasiona quando entra em contato com os receptores táteis e gustativos. Sendo percebidos de forma ameaçadora e mais forte do que eles realmente são.

Dicas:

  • Jamais “force” a criança à ingerir o alimento que ela não tolera, esse tipo de movimento prejudicará ainda mais a criança a desenvolver uma memória positiva em relação àquele determinado estímulo, seja um adulto facilitador;
  • Ofereça os alimentos fora do contexto da alimentação, ou seja, permita que a criança manipule-os dentro de uma grande bacia e sem os talheres – com as mãos;
  • Os pés são o melhor ponto para começar a oferecer o estímulo. Por estarem em posição mais distal, e ter um número menor de receptores táteis – se comparado com as mãos e com a boca, eu sempre digo para os pais dos meus pacientes: se eles aceitarem no pé, aceitarão em breve na boca! Então permitam que a criança coloque os pés no alimento ou textura em que estejam trabalhando;
  • Apresente todo o estímulo da forma mais prazerosa e lúdica possível!
  • Usem texturas, sabores, aromas, temperaturas – respeitando o tempo de aceitação de cada criança e bastante imaginação!

Divirtam-se

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