Autismo x Apraxia

Muitas são as crianças autistas ou com atrasos de fala, que mesmo em constante intervenção terapêutica possuem baixa evolução no tratamento.

Uma das possíveis causas é a chamada Apraxia de Fala ou Verbal.

A apraxia é uma dificuldade na habilidade em planejar, sequenciar e executar ações novas e desconhecidas.
Caracterizada por uma coordenação motora pobre e desajeitada, que pode ser observada nas habilidades motoras: amplas, finas, e motora oral (oromotoras).
Para uma criança ser diagnosticada com Apraxia com base sensorial, os déficits precisam se manifestar no processamento da informação sensorial em um ou mais dos seguintes domínios sensoriais: tátil, cinestésico, proprioceptivo ou vestibular. Déficits visuo-motores usualmente acompanham esta dificuldade também.
É importante ressaltar que crianças dispráxicas costumam aprender por tentativa e erro e possuem baixa habilidade em generalização. Com dificuldades temporo-espaciais, atividades que envolvam ritmo e tempo costumam ser desafiadoras nestes casos. Crianças dispráxicas possuem dificuldade em localizar seu corpo no espaço e consequentemente as relações com os objetos, com as pessoas e com o espaço também estarão afetadas.

Com relação ao ato motor oral em si, os dispráxicos possuem, dentre outras, as seguintes características:

* Dificuldade em articular palavras e, em alguns casos, em sugar, mastigar e em deglutição (engolir);
* Sialorréia (salivação/baba) prolongada e excessiva.

Para tratamento, procure um Fonoaudiólogo.

Texto desenvolvido por Paula Lins, Fonoaudióloga, Mestranda em Comunicação Humana pela FMUSP e Terapeuta DIR/Floortime em formação.

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